Café : Fundamentos devem sustentar NY; Fundos levemente vendidos

12 de dezembro de 2019
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O mercado futuro de café arábica inicia semana na tentativa de confirmar reversão da tendência baixista na Bolsa de Nova York (ICE Futures US).

O mercado continua sustentado pelo cenário fundamental de expectativa de oferta global inferior à demanda em 2020 e de gradual redução dos estoques em países consumidores.

Com esse quadro, os fundos de investimento estão saindo da posição líquida vendida em Nova York, apostando em alta das cotações. No dia 3 de dezembro, os fundos estavam com saldo líquido vendido de 956 lotes em comparação com 7.592 lotes vendidos em 26 de novembro, considerando futuros e opções. Isso foi o que mostrou relatório da Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em inglês), com posicionamento de traders, divulgado na sexta.

Já os fundos de índice aumentaram o saldo líquido comprado no período, de 57.588 lotes para 62.291 lotes. Levando em conta apenas o mercado futuro, os fundos elevaram o saldo líquido comprado de 12.211 lotes para 21.599 lotes.

Pelos indicadores gráficos, os futuros de arábica podem estar sobrecomprados, indicando possibilidade de correção. Os suportes estão em 120 cents, 118 cents, 115 cents e 110 cents. Na parte de cima, os contratos deverão indicar reversão da tendência baixista acima de 125,50 e 130 cents.

O dólar caiu ao longo de toda a semana passada, em relação ao real. Segundo corretores, na sexta, a moeda reagiu ao ingresso de fluxo estrangeiro e à um desmonte de posição comprada iniciado quando a cotação tocou a máxima de R$ 4,1935 (+0,13%). A moeda americana subiu pontualmente após a divulgação do relatório de empregos dos Estados Unidos em novembro, conhecido como payroll, bem melhor que o esperado. No fim do dia, o dólar à vista encerrou a R$ 4,14, acumulando queda de 2,21% nos primeiros cinco pregões de dezembro, na maior oscilação negativa semanal desde meados de outubro.

A Somar Meteorologia informa que a previsão é de continuidade de temporais no Sudeste nos próximos dias, sobretudo no Estado de São Paulo e na metade sul mineira, onde o volume de chuva aumenta a partir de quinta-feira. Já nas outras áreas, a chuva ocorre de forma mais fraca isolada.

Os futuros de café em Nova York trabalharam nos dois lados do mercado na sexta. O vencimento março/20 acabou fechando com baixa de 5 pontos (0,04%), a 124,80 cents. O mercado registrou máxima de 127,25 cents (mais 240 pontos) e mínima de 123,85 cents (menos 100 pontos).

Os pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) informam em boletim diário que as cotações do arábica tiveram alta na sexta no mercado físico. O Indicador Cepea/Esalq do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, fechou a R$ 536,70 a saca, alta de 1% frente à quinta-feira, 5. Segundo o Cepea, com a oscilação dos valores externos e o recuo do dólar no dia, vendedores mantiveram-se retraídos, sustentando os valores internos dos grãos.

Para o robusta, o Indicador Cepea/Esalq do tipo 6, peneira 13 acima fechou a R$ 315,79 a saca, 1,2% superior em relação ao dia anterior. Para o tipo 7/8, a média foi de R$ 304,79 a saca, elevação de 0,6% no mesmo comparativo – ambos à vista e a retirar no Espírito Santo.

 

Fonte: Café da Terra (09/12/2019).

Ilustração: Imagem de Young_n por Pixabay


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