Confira as principais características do cultivo protegido

20 de setembro de 2019
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Com os avanços da técnicas de agricultura, em menos de 10 anos foram apresentadas melhorias tecnológicas que levaram o desenvolvimento de qualquer cultura ao limite, e não falamos necessariamente de frutas e legumes. Sob esse conceito, pode-se citar o cultivo protegido.

Está técnica de cultivo, proporciona o avanço no plantio e prolonga o processo de colheita.

 

O cultivo protegido

Quando falamos de agricultura de interior ou cultivo protegido, nos referimos ao conceito de proteção do ambiente onde a cultura está sendo desenvolvida. A primeira ideia que vem em mente é a estufa, mas com os avanços tecnológicos dos últimos anos, encontramos diferentes opções que seguem está mesma linha.

Você já ouviu falar da alface crescendo em “armários leves”? Esse conceito foi adaptado para a indústria de alimentos e, principalmente, para restaurantes pioneiros e contemporâneos que decidiram apostar no “autoatendimento” em alimentos. O sistema consiste em armários leves com cultivo de variedades de alface em hidroponia, e possibilita o consumidor fazer a sua escolha e consumir o produto fresco, preparado no momento pelo chef.

O cultivo de interior oferece vantagens e desvantagens em comparação com a agricultura convencional (no próprio solo). Confira alguns delas:

 

Vantagens da agricultura de interior

  • Controle absoluto da luz, temperatura e umidade da colheita;
  • Redução da proliferação de pragas e doenças.;
  • Coleta no momento certo;
  • Gerenciamento de colheita mais confortável;
  • Aumento da produção e qualidade da colheita.

Desvantagens da agricultura de interior:

  • Aumento de custos em máquinas e móveis;
  • Em geral, aumento no consumo de eletricidade;
  • Redução significativa da superfície.

Fatores a serem considerados no cultivo interno

Sob esse sistema, que não precisa necessariamente da luz do sol, é necessário que haja um controle completo de todas as condições climáticas. Não se trata especificamente de reproduzir todas as condições que o ar nos oferece, mas apenas de reproduzir as condições favoráveis para o desenvolvimento da cultura.

Portanto, ao ter controle sobre a luz, a umidade e a concentração de CO2, podemos causar o aumento máximo da produção da expressão genética da planta.

 

Controle de luz- A luz interfere significativamente no desenvolvimento da planta, e nem sempre de maneira positiva. Sua ausência causa alongamento da planta, com um crescimento vertical muito acentuado que reduz a espessura do caule e ramificações laterais. O excesso de luz, por outro lado, favorece a floração e reduz o crescimento vertical, causando maior ramificação lateral. O ponto ideal é a compensação ou equilíbrio do desenvolvimento da planta. Para o cultivo interno, uma planta muito alta não é interessante, pois a principal desvantagem é o espaço. Uma intensidade de 9.000 a 10.000 lux nos picos máximos de luz é uma situação ideal para a maioria das culturas.

Controle de dióxido de carbono – Com o controle do dióxido de carbono (CO2), é possível elevar a taxa de respiração da planta, alcançando maior desenvolvimento e, portanto, maior produção. Combinado com a luz, seu excesso também tem consequências negativas para as culturas portanto, o ponto ideal também é algo a ser controlado no sistema de cultivo interno. Existem sistemas de aquecimento e emissores de CO2 que alcançam um equilíbrio entre temperatura e acúmulo de dióxido de carbono. É considerado um ponto de concentração ideal de 800-900 ppm, embora dependa significativamente da intensidade da luz; portanto, existem tabelas para diferentes culturas e situações para evitar exceder o ponto de saturação. Por exemplo, no tomate, o ponto de saturação com intensidade de luz superior a 750 w é de 550 ppm.

Irrigação e automação – O controle de irrigação e de umidade é essencial para culturas hidropônicas com substratos orgânicos ou artificiais (perlita, vermiculita, fibra de coco). Para aquaponics, onde a solução de fertilizante está sempre em contato com a raiz nua da planta, o pH, a condutividade e a concentração de nutrientes devem ser cuidadosamente controlados para evitar a toxicidade do sal ou queimar as raízes.

Temperatura – O controle de temperatura é essencial para o cultivo interior. É uma das variáveis que podemos controlar com mais facilidade e com maior impacto no desenvolvimento da safra. Todas as plantas têm seu limite de temperatura específico para diferentes fases fisiológicas, e o momento mais crítico é a polinização e fertilização das flores. A capacidade de controlar cada período com sua faixa ideal de temperatura (e umidade) favorece muito o desenvolvimento de qualquer planta.

 

Fonte: Facilisimo (20/09/2019).


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