Soja, milho e feijão: Falta de chuva atrasa plantio por todo Oeste

13 de setembro de 2019
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A chuva que não consegue avançar pela região já provoca preocupação extrema no campo por todo o Oeste do Paraná.

Ao menos 270 mil hectares que já deveriam ter sido cultivados com soja ainda não receberam as sementes; dos cerca de 70 mil hectares destinados ao milho apenas 7 mil foram cultivados; e, dos 3,5 mil hectares para o feijão, que deveriam estar em desenvolvimento vegetativo, somente 350 hectares foram semeados em Corbélia, Cascavel e Catanduva.

O déficit de precipitação já ultrapassa os 500 milímetros desde maio, castigando o que também está no campo: o trigo que aguarda para ser colhido. Em torno de 60% das áreas a planta ainda não foi removida do campo, e, dos 51% das lavouras já perdidas com as ocorrências de geada e do frio extremo de julho, deverá haver um percentual maior já na próxima avaliação a ser feita pelo Deral (Departamento de Economia Rural) nos próximos dias.

Se para o trigo no campo não há muito o que esperar, a preocupação se volta ao cultivo da soja, a principal cultura da região.

As condições que se desenham agora são parecidas com as registradas em 2017, quando não choveu no mês de setembro inteiro (principal período de cultivo na região) e depois vieram chuvas torrenciais em outubro que varreram as lavouras e tiveram de ser replantadas. Isso interferiu na safrinha de milho no ano passado, resultando em menos áreas cultivadas porque terminou o zoneamento e muita gente ainda tinha soja nas lavouras”, reforça o técnico do Deral José Pértille.

 

Condições do milho

No caso do milho, a situação também é preocupante. Com cerca de 50 mil hectares destinados à produção de grãos e pouco mais de 20 mil hectares para silagem, apenas uma parcela foi plantada, mas não consegue se desenvolver.

Se não chover em breve, nos próximos dias essas lavouras não terão como se desenvolver, não vai germinar”, explica José Pértille.

A regra é a mesma para o feijão, que vem desaparecendo dos campos do oeste ano após ano. Neste momento, toda área de 3,5 mil hectares deveria estar cultivada e caminhando para o desenvolvimento vegetativo.

E em vez disso o que vemos é menos de 10% da área cultivada, desenvolvendo-se mal, sem previsão de chuva para retomar o plantio e recuperar as lavouras cultivadas. Neste caso, como as áreas dificilmente têm seguro, o período do plantio não interfere no zoneamento. Então quando chover, elas serão cultivadas”, completou.

 

Fonte: O Paraná, Por Juliet Manfrin (13/09/2019).


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