Investimento mostra sinais de retomada consistente em julho

6 de setembro de 2019
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Depois de surpreender positivamente no segundo trimestre, quando foi destaque do Produto Interno Bruto (PIB), os investimentos iniciaram o terceiro trimestre deste ano em trajetória positiva, influenciados pela construção civil e por máquinas e equipamentos, mostram cálculos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) na quinta-feira (05/09).

O Indicador Ipea Mensal de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) cresceu 1% em julho, na comparação a junho, pela série livre dos efeitos sazonais. O indicador é uma medida dos investimentos em máquinas, construção civil e pesquisas. Com o resultado, ele completa sete meses consecutivos de crescimento pelo indicador.

O resultado deixou um carregamento estatístico favorável de 1,8% para o terceiro trimestre, em relação ao segundo trimestre, destacou o instituto. Na comparação ao mesmo mês do ano passado, os investimentos estão 0,4% maiores. Desta forma, crescem 3,1% no acumulado dos últimos 12 meses até julho, perdendo ritmo em relação ao registrado no mês anterior (4,3%).

A abertura dos resultados do indicador do Ipea mostra que o consumo aparente de máquinas e equipamentos – produção doméstica líquida das exportações acrescida das importações – apresentou alta de 1,2% em julho, frente junho. O componente nacional de máquinas e equipamentos avançou 1,9%, e a importação cresceu 5,4%.

Segundo o diretor José Ronaldo Souza Júnior, diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea, parte desse desempenho está relacionado ao aumento da produção de caminhões, o que não é algo necessariamente positivo do ponto de vista dos investimentos. Uma parcela desse movimento pode estar ligada à verticalização da logística de empresas, que compram caminhões para evitar a tabela de frete do setor.

Mesmo assim, temos outros segmentos que estão crescendo, como o ramo de máquinas para setor agrícola e para construção civil. Então, não é algo concentrado apenas na questão dos caminhões”, disse o economista, que deve revisar para cima sua previsão de crescimento dos investimentos dentro do PIB, atualmente em 1,2% em 2019.

O indicador de construção civil, por sua vez, segue em terreno positivo: alta de 1,1% em julho, na série com ajuste sazonal, após alta de 0,6% no mês anterior. No trimestre móvel (maio, junho e julho), a construção avança 2,5% frente aos três meses anteriores. Em 12 meses, contudo, ainda recuam 1,2%.

Segundo Souza Júnior, o indicador mostrou uma aceleração do ritmo de recuperação da construção civil.

A setor imobiliário vem de algum tempo recuperando as vendas, mas o nível de estoques de imóveis era elevado, o que impedia a retomada da construção. Agora, os estoques se normalizaram e as vendas continuam grandes. Com isso, temos a recuperação do setor”, disse o economista do Ipea.

Dentro do desempenho da construção, o segmento de infraestrutura permanece, contudo, sem sinais de reação. Com setor público fiscalmente estrangulado, a expectativa é que medidas a serem adotadas pelo governo, como a MP do Saneamento, consiga atrair investimentos privados em algum momento.

Por fim, o terceiro componente dos investimentos, classificado como outros ativos fixos, apresentou alta de 1% na passagem de junho para julho, encerrando o trimestre móvel com crescimento de 1,4%.

 

Fonte: Bruno Villas Bôas, Valor (05/09/2019).


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