Nova Odessa inicia testes com adubo orgânico produzido a partir do esgoto

3 de julho de 2019
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Nova Odessa iniciou na manhã de segunda-feira (01/07) a fase de testes para produção de fertilizante orgânico por meio do processo de compostagem do lodo de esgoto. Foram investidos R$ 2,3 milhões no projeto.

Os primeiros movimentos da usina novaodessense foram acompanhados pelo prefeito Benjamim Bill Vieira de Souza, que também é presidente do Consórcio PCJ (Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí), o diretor-presidente da Coden (Companhia de Desenvolvimento de Nova Odessa), Ricardo Ongaro, e o diretor técnico da companhia, Eric Padela.

A usina de compostagem funciona num barracão de 1.250 m², construído na área da ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) Quilombo, responsável pelo tratamento de todo esgoto coletado no município. Foram investidos R$ 2,3 milhões no projeto, sendo R$ 1,864 milhão provenientes da cobrança pelo uso da água e R$ 448,9 mil de contrapartida da Coden.

A compostagem consiste na mistura do lodo de esgoto, resíduo gerado durante o processo de tratamento, com restos de podas de árvores e substâncias químicas, como óxido de cálcio e calcário. A licença para operação da usina foi emitida no final do mês passado pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo).

É um dos projetos mais arrojados da Região Metropolitana de Campinas. Uma iniciativa inovadora, na qual transformamos o lodo gerado pela Estação de Tratamento de Esgoto e galhos das podas de árvores que fazemos semanalmente na cidade em adubo orgânico, que vamos usar em nossas praças, parques e jardins”, avaliou o prefeito Bill.

De acordo com o prefeito, a compostagem vai gerar uma economia de R$ 50 mil aos cofres públicos.

Hoje, o lodo gerado na ETE, aproximadamente 9 toneladas por dia, é encaminhado a um aterro, para que tenha a destinação correta. Com a usina, vamos reduzir essa despesa e tornar nossa estação sustentável”, completou o prefeito.

Ricardo Ongaro, diretor-presidente da Coden, empresa responsável pelos serviços de água, esgoto e manejo de resíduos na cidade, explicou que a fase experimental é fundamental na busca da melhor composição para o adubo. Segundo ele, além de lodo e galhos triturados, a mistura pode receber produtos químicos, para o equilíbrio da acidez.

Com a usina de compostagem, nossa ETE se tornará 100% sustentável. Já reduzimos em aproximadamente 80% a carga orgânica do esgoto que chega à estação e o devolvemos ao Ribeirão Quilombo em forma de água limpa. Agora, vamos transformar o lodo em adubo, diminuindo ainda mais o impacto dos efluentes no meio ambiente”, explicou Ongaro.

Após a realização dos testes, a Coden pretende comercializar o adubo orgânico para o uso agrícola, criando uma fonte de receita. Para isso, a companhia vai buscar a certificação orgânica no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

 

Fonte: Novo Momento (01/07/2019).


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