O “Biocarvão” como fertilizante

19 de junho de 2019
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Cientistas da Universidade de Iowa (EUA), descobriram que o “Biocarvão” combinado com sulfato ferroso retêm íons de fosfato, podendo assim ser utilizado para melhorar a eficiência dos fertilizantes.

O “Biocarvão” é um subproduto de aspecto sólido e característica porosa, obtido a partir da queima de biomassa durante a produção de bio-óleo em um processo conhecido como pirólise.

Santana Bakshi, um dos pesquisadores da equipe, já havia estudado a capacidade do biocarvão de reduzir a toxicidade do cobre em solo cítrico na Flórida e mostrou a sua eficácia para remover o arsênico da água potável.

Durante seus experimentos, descobriu ainda que o biocarvão produzido a partir de biomassa em combinação com sulfato de ferro, pode absorver 12 vezes mais íons fosfatos do que o biocarvão da biomassa comum.

O pré-tratamento com sulfato de ferro, desenvolvido em Iowa, à princípio foi projetado para aumentar o rendimento de açúcar como resultado da pirólise de biomassa lenhosa e herbácea.

Assim como o amido de milho, esse açúcar pode ser fermentado para produzir biocombustíveis. No entanto, o tratamento com sulfato de ferro abriu outra circunstância importante.

O fato é que a superfície do biocarvão, é geralmente carregada negativamente, assim como o fosfato, o que significa a repulsão destes elementos. No entanto, o biocarvão obtido a partir da biomassa tratada com sulfato de ferro possui uma superfície ligeiramente diferente, que é capaz de atrair ânions.

Durante os experimentos de laboratório, Santana Bakshi descobriu que 1 kg de biocarvão com sulfato ferroso absorve 48 mil mg de fosfato, enquanto 1 kg de biocarvão comum pode absorver apenas 4 mil mg de fosfato.

Desta forma, se o biocarvão for misturado ao esterco pode ser que ele absorva o fósforo contido no mesmo e assim poderia posteriormente, ser adicionado aos campos como fertilizante, o que ajudará a melhorar a reutilização desse elemento químico no solo.

Vale ressaltar que, ao contrário dos fertilizantes tradicionais, a aplicação de nutrientes à terra usando o biocarvão ajudará a minimizar o problema de lixiviação de elementos químicos em corpos d’água, reduzindo assim os danos ao meio ambiente.

O fosfato absorvido em um ângulo biológico pode alimentar plantas com o fósforo necessário. Além disso, a menor solubilidade do biocarvão em água em comparação com os fertilizantes tradicionais significa que o fósforo permanecerá no solo durante a chuva”, explica o cientista.

No futuro, os cientistas pretendem estudar a possibilidade do biocarvão interagir com nitratos, bem como realizar testes em estufas em vasos de plantas com a transição subsequente para testes de campo.

 

Fonte: Fertilizer Daily (19/06/2019).


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