Codelco projeta déficit de cobre de 4 milhões toneladas até 2028

29 de maio de 2019
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Em menos de uma década, o mercado global de cobre pode ter que enfrentar um déficit de produção 60 vezes maior do que o do ano passado, como resultado da tensão comercial que aumenta a incerteza de empresas sobre investir em novos projetos, projeta a Codelco, segunda maior mineradora do mundo.

A oferta de cobre deve começar a diminuir em 2022, resultando em um déficit de 4 milhões de toneladas até 2028, disse Nelson Pizarro, presidente da estatal chilena Codelco. A empresa prevê que a oferta aumente 1,6% ao ano até 2021, em um ritmo mais fraco do que o crescimento da demanda, de 1,8% ao ano. A volatilidade dos preços impulsionada pelas tensões comerciais tem dificultado a tomada de decisões para altos investimentos, disse Pizarro.

Vivemos tempos de incerteza econômica desencadeados pelo conflito de tarifas entre os EUA e a China”, disse Pizarro em conferência realizada em Antofagasta, na terça-feira. “O impacto nos preços tem sido impressionante, quase devastador, e isso torna as decisões dos conselhos cada vez mais desafiadoras.”

Uma desaceleração econômica na China, Europa e Estados Unidos teria impacto sobre a demanda por cobre nos próximos anos, mas o cenário para o metal usado em quase tudo, como tubos e fios para baterias de carros elétricos, ainda é um dos mais sólidos entre os metais, disse Pizarro. A falta de novas minas e as dificuldades de mineradoras quando se trata de desenvolver novos projetos indicam que o déficit de oferta deve continuar aumentando a médio e longo prazo.

No cenário base da Codelco, existem apenas cinco “prováveis” projetos globais que produziriam acima de 100 mil toneladas por ano no médio prazo. Todos enfrentam desafios, mas, mesmo que todos fossem desenvolvidos, não produziriam o suficiente para cobrir o déficit estimado. Há também um número significativo de projetos “possíveis”, disse Pizarro, e os incentivos para que sigam em frente devem melhorar no futuro, à medida que o risco de um grande déficit se torne mais evidente.

A empresa, com sede em Santiago, precisará investir U$ 17 bilhões na próxima década para modernizar as minas mais antigas e evitar uma queda da produção. Os graus de minério das minas da Codelco diminuíram em 14% entre 2014 e 2018, forçando a empresa a processar mais volume para obter a mesma quantidade de mineral.

 

Fonte: Economia Uol (29/05/2019).


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