China volta atrás em importantes pontos do acordo com os EUA

9 de maio de 2019
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Consultoria Agrifatto diz que medida pode ser entendida como pressão para que os EUA não elevem taxa sobre as importações chinesas, programadas para acontecer na sexta-feira (10/05). Enquanto a China continuar ausente de novas compras de soja dos EUA, a demanda e o preço da soja Brasileira tenderão a subir.

O mercado de soja repercute nesta quarta-feira, dia 08/05, notícias de que a China voltou atrás em importantes pontos do acordo comercial com os Estados Unidos. De acordo com a consultoria Agrifatto, a informação afastaria novamente a expectativa de uma resolução da disputa no curto prazo. No entanto, a medida também pode ser entendida como uma pressão de Pequim para que os Estados Unidos não elevem as taxações sobre as importações chinesas.

No domingo, 05/05, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que esse aumento de tarifas de 10% para 25% aconteceria a partir desta sexta-feira, dia 10. Vale lembrar que mesmo com o anúncio de Trump, o vice-primeiro-ministro do país, Liu He, confirmou que vai visitar Washington nesta semana para continuar as negociações comerciais com a delegação dos EUA.

“Enquanto a China continuar ausente de novas compras da soja norte-americana, a pressão sobre o grão continua por lá”, comentou a consultoria em relatório.

A Agrifatto também que o cenário continua baixista para o grão porque as condições climáticas estão preocupantes neste início de temporada nos EUA. Isso porque a janela ideal de plantio do milho está cada vez menor, diminuindo as alternativas do produtor norte-americano.

De acordo com relatório do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) divulgado na segunda-feira, 06/05, apenas 23%, contra 36% no ano passado e 46% na média dos últimos cinco anos. Para a soja, 6% da área de soja foi semeada, contra 14% no ano passado e na média dos últimos cinco anos.

 

Prêmio e dólar

Por conta das tensões entre China e Estados Unidos, os prêmios da soja no porto de Paranaguá (PR) subiram nas últimas semanas e ficaram balizados entre US$ 0,57 e US$ 0,70 por bushel para embarque nos próximos três meses.

A alta do dólar também colaborou para ampliar as referências da soja brasileira, chegando a subir 2,6% em Rondonópolis (MT) e atingindo R$ 62,95 por saca. Apesar disso, as referências ainda estão menores na comparação mensal, afastando vendedores de algumas praças de novas negociações.

 

Fonte: Canal Rural (08/05/2019).

 


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