Diretor do IBD analisa e projeta o potencial e os desafios da agricultura orgânica brasileira

28 de fevereiro de 2019
agricultura-organica
Palestra é parte do encontro que será realizado nos dias 10 e 11 de abril, em Campinas-SP. Evento vai reunir especialistas nacionais e internacionais para debater os avanços da nutrição vegetal

Dados do Research Institute of Organic Agriculture revelam que, entre 2000 e 2015, a área destinada ao plantio de alimentos orgânicos no mundo cresceu nada menos que 363%, passando de 11 milhões de hectares para 50,9 milhões. O levantamento confirma que orgânico deixou de ser mera tendência ou nicho de mercado e se apresenta com um setor em firme e vigorosa expansão. No Brasil, apesar das incertezas e instabilidades econômicas, também há sinais e movimentações entusiasmantes – o mercado anual, hoje, já é estimado em R$ 4 bilhões. Ao projetar exportações o Brasil se insere no mercado maior.

Tal cifra pode parecer diminuta quando comparada com o total movimentado anualmente, por exemplo, nos Estados Unidos – US$ 40 bilhões. Mas uma série de fatores demonstram o grande potencial da agricultura orgânica brasileira. Além de uma considerável movimentação recente em termos de compra e incorporações de empresas do ramo, constatação de maior venda em supermercados e lojas especializadas, aumento na exportação orgânica (seguramente mais de 1 milhão de toneladas) assim como o expressivo aumento de feiras de rua e específicas para orgânico (mais de 800 no país) e a explosão de atendimento e expositores na principal feira Bio Brasil Fair, o segmento tem sido beneficiado pelas diretrizes do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo), que prevê diminuição de juros, assessoria técnica, financiamento para o desenvolvimento e a promoção da biodiversidade. Além disso, inclui o fortalecimento das cooperativas, do extrativismo e a produção orgânica.

Como consequência dessas medidas, aumentou o interesse de escolas e creches para a adoção de alimentos orgânicos na merenda. Uma prova disso é que, atualmente, um quarto dos municípios brasileiros já contam com alguma produção orgânica. Outro indicador desta expansão no país foi o expressivo crescimento no número de clientes do IBD Certificações, principal empresa certificadora de produtos orgânicos da América Latina.

Os dados comparativos com os Estados Unidos apontam para a grande oportunidade de crescimento. Afinal, nos EUA existem 5.000 insumos certificados para uso na produção agrícola orgânica, e no Brasil, 300. Além disso, os novos conceitos em termos de insumos agrícolas mais focados no controle biológicos de pragas, as novas formulações de adubos, o sistema Integração Lavoura, Pecuária e Floresta (ILPF) que buscam não só integração mas sustentabilidade e diferenciação no mercado, a agrossilvicultura e outras inovações referendam o grande potencial do orgânico.

Todos esses dados e avaliações estarão detalhados e analisados na palestra Alimentos Orgânicos – Inventário e Tendências no Brasil e no Mundo, ministrada por Alexandre Harkaly, diretor executivo do IBD Certificações, durante o VIII Abisolo Fórum e Exposição Internacional Tecnologia & Integração, promovido pela Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo), nos dias 10 e 11 de abril, em Campinas/SP.

 Entre o público esperado para o VIII Abisolo Fórum e Exposição estão empresários, investidores, compradores e agrônomos de toda a cadeia produtiva da indústria de tecnologia e nutrição vegetal, além de professores, pesquisadores, profissionais de instituições de estado, cooperativas, revendas, consultorias técnicas, agricultores e estudantes de agronomia.

Dados do Research Institute of Organic Agriculture revelam que, entre 2000 e 2015, a área destinada ao plantio de alimentos orgânicos no mundo cresceu nada menos que 363%, passando de 11 milhões de hectares para 50,9 milhões. O levantamento confirma que orgânico deixou de ser mera tendência ou nicho de mercado e se apresenta com um setor em firme e vigorosa expansão. No Brasil, apesar das incertezas e instabilidades econômicas, também há sinais e movimentações entusiasmantes – o mercado anual, hoje, já é estimado em R$ 4 bilhões. Ao projetar exportações o Brasil se insere no mercado maior.

Tal cifra pode parecer diminuta quando comparada com o total movimentado anualmente, por exemplo, nos Estados Unidos – US$ 40 bilhões. Mas uma série de fatores demonstram o grande potencial da agricultura orgânica brasileira. Além de uma considerável movimentação recente em termos de compra e incorporações de empresas do ramo, constatação de maior venda em supermercados e lojas especializadas, aumento na exportação orgânica (seguramente mais de 1 milhão de toneladas) assim como o expressivo aumento de feiras de rua e específicas para orgânico (mais de 800 no país) e a explosão de atendimento e expositores na principal feira Bio Brasil Fair, o segmento tem sido beneficiado pelas diretrizes do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo), que prevê diminuição de juros, assessoria técnica, financiamento para o desenvolvimento e a promoção da biodiversidade. Além disso, inclui o fortalecimento das cooperativas, do extrativismo e a produção orgânica.

Como consequência dessas medidas, aumentou o interesse de escolas e creches para a adoção de alimentos orgânicos na merenda. Uma prova disso é que, atualmente, um quarto dos municípios brasileiros já contam com alguma produção orgânica. Outro indicador desta expansão no país foi o expressivo crescimento no número de clientes do IBD Certificações, principal empresa certificadora de produtos orgânicos da América Latina.

Os dados comparativos com os Estados Unidos apontam para a grande oportunidade de crescimento. Afinal, nos EUA existem 5.000 insumos certificados para uso na produção agrícola orgânica, e no Brasil, 300. Além disso, os novos conceitos em termos de insumos agrícolas mais focados no controle biológicos de pragas, as novas formulações de adubos, o sistema Integração Lavoura, Pecuária e Floresta (ILPF) que buscam não só integração mas sustentabilidade e diferenciação no mercado, a agrossilvicultura e outras inovações referendam o grande potencial do orgânico.

Todos esses dados e avaliações estarão detalhados e analisados na palestra Alimentos Orgânicos – Inventário e Tendências no Brasil e no Mundo, ministrada por Alexandre Harkaly, diretor executivo do IBD Certificações, durante o VIII Abisolo Fórum e Exposição Internacional Tecnologia & Integração, promovido pela Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo), nos dias 10 e 11 de abril, em Campinas/SP.

 Entre o público esperado para o VIII Abisolo Fórum e Exposição estão empresários, investidores, compradores e agrônomos de toda a cadeia produtiva da indústria de tecnologia e nutrição vegetal, além de professores, pesquisadores, profissionais de instituições de estado, cooperativas, revendas, consultorias técnicas, agricultores e estudantes de agronomia.

 


Sobre

A Abisolo, Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal, foi fundada em março de 2003 com o objetivo de representar e defender os interesses das empresas produtoras de importantes insumos que colaboram para o aumento da sustentabilidade e produtividade agrícola brasileira.


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(11) 3251.4559


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