Déficit comercial de químicos bate recorde em janeiro

28 de fevereiro de 2019
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Apesar do recorde no déficit da balança comercial de produtos químicos, os produtos intermediários para fertilizantes permaneceram com as maiores importações sendo 57,7% maior em relação ao ano passado.

O déficit da balança comercial de produtos químicos em janeiro alcançou US$ 2,5 bilhões, um recorde para o mês em toda a série histórica de acompanhamento do indicador, de acordo com levantamento da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). Em 12 meses, o saldo negativo acumulado ficou em US$ 30,2 bilhões.

Conforme a entidade, as importações brasileiras de produtos químicos somaram US$ 3,6 bilhões em janeiro, com aumento de 7,3% ante dezembro e de 13% na comparação com o mesmo mês de 2018.

Apropriando-se de expressiva parcela da retomada das compras internas, as importações mensais em produtos químicos têm sido superiores a US$ 3 bilhões desde abril de 2018″, informou a Abiquim.

Intermediários para fertilizantes permanecem na liderança das importações, com 17,3% do total de janeiro e US$ 618,8 milhões em compras externas. Em relação ao valor importado um ano antes a alta foi 57,7%.

Já as exportações de químicos caíram 17% na comparação anual, para US$ 1 bilhão. Resinas termoplásticas se mantiveram como os produtos químicos mais exportados pelo país, com 16,4% (ou US$ 171,4 milhões) das vendas externas brasileiras do setor — frente ao valor exportado em janeiro de 2018, porém, houve queda de 7%.

Em volume, as importações somaram 3,6 milhões de toneladas, com alta de 24,2% em relação a janeiro do ano passado e queda de 13,6% ante dezembro. As exportações, por sua vez, ficaram em 1,2 milhão de toneladas, com baixa de 25,2% em um ano, “devido particularmente à redução de vendas ao exterior de produtos inorgânicos (queda de 31,9%)”.

Em nota, o presidente-executivo da Abiquim, Fernando Figueiredo, chama a atenção para o preço do gás natural no Brasil, três vezes superior ao americano.

No segmento de fertilizantes, o gás natural é usado como energia e matéria-prima e representa cerca de 85% do custo dessas fábricas. É necessário que o custo de energia e insumos permitam às empresas brasileiras competirem no mercado nacional e internacional, caso contrário o Brasil continuará a ser mercado de desova de produtos excedentes de outros países”, disse.

 

Fonte: Stella Fontes, Valor (25/02/2019).


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