Impasse sobre frete ainda trava negócios em São Gabriel do Oeste (MS) e estocagem da safrinha de milho preocupa produtores

11 de julho de 2018
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Armazéns da região ainda estão com soja da safra de verão estocada. Silo bag pode ser alternativa aos produtores para a estocagem do milho. Rendimento médio será menor nesta safra devido ao clima irregular, porém, preços mais altos podem compensar prejuízos. Saca do cereal é cotada entre R$ 25,00 a R$ 26,00. Atraso na entrega dos fertilizantes também preocupa produtores.

O impasse sobre o tabelamento do preço mínimo dos fretes continua a preocupar os produtores e a impactar os negócios no Brasil. Diante dos silos cheios de soja, os agricultores de São Gabriel do Oeste (MS), estão apreensivos com a estocagem do milho safrinha, que começa a ser colhido na região.

As tradings da nossa região estão com dificuldades de embarcar a soja, porque quando adquiriram o produto, o frete para os portos de Santos e de Paranaguá já estava embutido. E agora, com o acréscimo no valor, os grãos estão represados aqui na origem, cenário que vai gerar um problema na estocagem do milho no final desse mês”, afirma o presidente do Sindicato Rural do município, Júlio César Bortolini.

Em meio a esse cenário, a utilização do silo bag pode ser uma alternativa aos produtores. Enquanto a situação não é solucionada, os agricultores seguem com a colheita da segunda safra de milho na localidade, com a certeza de um rendimento menor nesta temporada.

Assim como no sul do estado, as lavouras de milho safrinha também foram penalizadas pela ausência de chuvas, mas de forma menos severa. Com isso, a expectativa é que a produtividade das plantações fique abaixo da registrada no ano anterior, e fique ao redor de 70 a 80 sacas do grão por hectare.

Mas temos a possibilidade de compensar esse prejuízo com preços mais altos. No mesmo período do ano passado, a saca de milho era negociada entre R$ 15,00 a R$ 17,00 e, atualmente, temos valores entre R$ 25,00 a R$ 26,00. E, acreditamos que o produtor que armazenar o produto ainda pode ter a oportunidade de vender o cereal a R$ 30,00 a saca para atender os confinadores e produtores de carnes”, sinaliza Bortolini.

Fertilizantes

Consequentemente, o atraso na entrega dos fertilizantes permanece como uma grande apreensão dos produtores rurais. Muitos agricultores já adquiriram os insumos antes, em uma época em que a troca era vantajosa, e agora as empresas querem rever a entrega dos produtos.

Inclusive, algumas empresas já sinalizaram que pretendem cancelar os contratos já pagos. A situação é crítica, as empresas terão que sair das transportadoras e passarem para a iniciativa privada ou para o transporte autônomo para compensar essa defasagem no frete””, afirma a liderança sindical.

Dessa forma, a preocupação é que esse produto não chegue a tempo para o início do plantio da soja, ou até mesmo, registre oscilações muito expressivas, que impactem os custos de produção, ainda conforme alerta Bortolini.

Fonte: Notícias Agrícolas (09/07/2018)


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