Com quebra de 25% na produção de milho e de olho no frete, produtores iniciam a colheita da safrinha em MS

29 de junho de 2018
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Há problemas na armazenagem do milho, pois a soja ainda não foi toda escoada. Não há novas negociações de milho, graças a tabela de fretes. Espera-se que até agosto esse impasse de fretes, tenha sido resolvido.

No estado do Mato Grosso do Sul, os produtores rurais iniciaram a colheita do milho safrinha e a estimativa é que quebra de produtividade de 25% nesta temporada. Isso por que, as lavouras ficaram prejudicadas com a ausência de chuvas durante o desenvolvimento das plantas.

De acordo com o Presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado do Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS), Juliano Schmaedecke, 3% das áreas cultivadas com a cultura já foi colhida, em que a média de produtividade é satisfatória ao produtor em determinadas localidades.

Esses primeiros números são bons, pois foi o milho que não enfrentou a estiagem que as outras áreas pegaram”, afirma.

Os produtores rurais também enfrentam problemas para armazenar a produção de milho colhida, pois a safra da soja ainda preciso ser ecoada para liberar espaços nos armazéns.

Tem muita soja na mão dos agricultores e aos poucos os negócios estão sendo feitos”, diz.

Com o impasse no tabelamento de preços mínimos para os fretes, os produtores não realizaram novas negociações no estado.

Os agricultores travaram muito milho futuro quando as cotações estavam entre R$ 22,00 a R$ 25,00 a saca”, comenta.

Atualmente, as referências recuaram para o milho e estão próximas de R$ 27,00 a R$ 28,00 a saca. Segundo a liderança, o tabelamento dos fretes tem contribuído para a queda nas cotações do cereal.

Alguns fretes estavam precificados muito próximos a tabela, já para os fretes que chegam aos portos acima dos 1.200 km estão muito fora dos valores impostos pela a tabela”, ressalta.

Outro fator que causa preocupação aos agricultores é o atraso na entrega dos fertilizantes, mas a expectativa é que até o mês de agosto essa situação estará normalizada.

Vai dar tempo, pois ainda temos condições de organizar tudo isso. Eu acredito que é preciso ter um livre mercado e que o governo não tem que interferir no tabelamento dos fretes”, finaliza.

Fonte: Notícias Agrícolas (27/06/2018)


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