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O déficit global do mercado de zinco é tão grande que até mesmo a possível reativação de minas pela potência das commodities Glencore, no ano que vem, pode ser facilmente absorvida, segundo o Australia & New Zealand Banking Group, que prevê que os preços se manterão acima de US$ 3.000 a tonelada.

"Estimamos que a Glencore reativará ou ampliará essas minas nos próximos seis a nove meses", disse o analista Daniel Hynes, em nota, na quinta-feira. "Mesmo assim, não será suficiente para reverter o déficit do mercado do zinco. De fato, com o mercado apertado em 2018, os riscos de alta dos preços devem permanecer."

A empresa com sede em Baar, na Suíça, preferiu não comentar, na quinta-feira.

O metal teve o melhor desempenho do Bloomberg Commodity Index no ano passado depois que o CEO da Glencore, Ivan Glasenberg, suspendeu parte da oferta no fim de 2015 após o colapso dos preços. O zinco estendeu esse rali em 2017 com a melhora da demanda, ampliando um déficit, e os investidores agora aguardam notícias sobre reativações. Em agosto, Glasenberg -- que argumentava que os fornecedores deveriam evitar o aumento da produção em épocas de superprodução e de preços em queda -- disse que a capacidade será reativada no "momento certo do ciclo".

"O zinco tem tido um dos melhores desempenhos do complexo de metais de base em 2017 porque a forte demanda e as restrições de oferta reduziram os estoques", disse Hynes. Embora a reserva dos investidores em relação às perspectivas para 2018 tenha aumentado devido à possibilidade de a Glencore reativar suas minas, "esperamos que o mercado possa engolir facilmente qualquer oferta adicional", disse ele.

Os futuros de três meses eram negociados a US$ 3.218 a tonelada na Bolsa de Metais de Londres às 16h43 em Cingapura, com alta acumulada de 21 por cento nos últimos 12 meses. Os preços chegaram a US$ 3.326 em 1º de novembro, maior nível intradiário desde 2007. O valor contrasta com o preço de US$ 1.450 do início de 2016. O ANZ prevê preços a US$ 3.210 no ano que vem.

'Momento certo'

Em referência às minas suspensas, em conferência, em agosto, Glasenberg disse: "Em época de zinco a preço baixo, nós as colocamos sob cuidados e manutenção e as trazemos de volta no momento certo do ciclo, quando acreditamos que é o momento certo. Assim, não haverá efeito negativo sobre o preço do zinco quando elas entrarem em produção."

No relatório, o ANZ estimou que mesmo que a Glencore reative algumas operações de zinco -- sinalizando a possibilidade de oferta renovada dos projetos Iscaycruz, no Peru, e Lady Loretta, na Austrália, no primeiro semestre de 2018 --, o déficit global continuará acima de 1 milhão de toneladas.

"Vemos a reativação das minas de zinco da Glencore como uma boa notícia para o setor, com pouco impacto sobre os preços", disse o ANZ. Qualquer inação "será significativa. Em um cenário assim, o déficit do mercado aumentará ainda mais, derrubando os estoques a mínimas recorde e, muito provavelmente, provocando um aumento de preço".

 

Fonte: Jornal de Floripa (23/11/2017)

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