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O Brasil terminará o ano de 2017 consumindo cerca de 30 milhões de toneladas de calcário agrícola. O produto é um dos responsáveis pela correção da acidez do solo, obstáculo para a produtividade do agronegócio no Brasil ser ampliada.

Porém, os níveis desejáveis de consumo deveriam ser três vezes superiores. A estimativa é do presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Calcário Agrícola (Abracal), Oscar Alberto Raabe.

Os dados finais do calcário deverão sair em janeiro, mas Raabe estima que o consumo se manterá próximo ao registrado em 2016.

“Deveríamos estar perto dos 90 milhões de toneladas de calcário aplicados nas lavouras brasileiras. A acidez é natural dos países tropicais. Porém, ficaremos perto dos 30 milhões, o que afeta os resultados do agronegócio”, disse o presidente.

O cálculo leva em conta a proporção de uma tonelada de calcário para cada tonelada de adubo. Hoje, essa relação está um para um. “O calcário amplia os resultados do adubo. Estudos das universidades mostram que a correção do solo, usando adubo e calcário de acordo com recomendação técnica, traria maior produtividade ao agronegócio sem a necessidade de aumentar a área plantada”, afirmou Raabe.

Boletim

Tecnicamente, a Abracal realizou ações em 2017 para que esse consumo fosse ampliado. Uma delas envolveu a atualização do boletim de metodologia oficial de análise de corretivos de acidez do solo. A terceira edição está disponível gratuitamente no site da Abracal.

O ano também gerou a busca de melhores condições para atuação da cadeia produtiva de corretivos, contando com o apoio do deputado Luiz Carlos Heinze (RS) em parte das ações.

Raabe diz que é consenso entre os industriais do segmento que esse ambiente se deteriorou bastante, não apenas em razão da economia retraída dos últimos anos. “Temos que apoiar quem cria emprego e renda no Brasil”, disse.

Reforma

A perspectiva para 2018 é positiva, segundo Raabe, porém, atrelada a medidas que alterem o atual cenário estrutural da economia brasileira. Uma delas seria a aprovação da Reforma da Previdência Social.

“O governo atual ainda pode ajudar a melhorar a estrutura. Na próxima eleição, em 2018, temos que eleger pessoas que pensem no país”, defendeu.

 

Fonte: Exame (22/12/2017)

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