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Os preços do cobre operam em quedas consideráveis na manhã desta terça-feira, diante de preocupações com a demanda da China. Além disso, o dólar um pouco mais forte contribui para o movimento.

Às 8h40 (de Brasília), o cobre para três meses recuava 1,8%, a US$ 6.803 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). Às 8h50, o cobre para março tinha queda de 1,93%, a US$ 3,0965 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Greves nas minas da Southern Copper, no Peru, que começaram na semana passada e ameaçam a produção, parecem ter tido pouco impacto sobre o mercado de cobre.

Analistas atribuem a fraqueza do preço a preocupações sobre a demanda na China, maior consumidora de metais usados na indústria. Na semana passada, Pequim advertiu sobre uma possível bolha nos mercados acionários e começou a tomar medidas para reduzir os riscos no mercado financeiro.

“Isso também resultou em taxas de juros na China subindo mais, o que parece ainda ser um sinal de alerta de menor liquidez”, afirmaram analistas do Commerzbank em nota a clientes.

Os operadores também se concentram na valorização do dólar e na perspectiva de que a moeda avance mais, antes de uma importante reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), em meados do próximo mês. O dólar em geral subia ante uma cesta de outras moedas, o que torna o cobre mais caro para os detentores de outras divisas e reduz o apetite dos investidores.

Os investidores projetam agora mais de 90% de possibilidade de uma elevação de juros na reunião de dezembro do BC americano, segundo os futuros dos Fed funds monitorados pelo CME Group. Analistas do Morgan Stanley notam que a pressão de baixa no cobre passa também pela expectativa de um ciclo de aperto monetário gradual do Fed em 2018, de fortalecimento nos mercados acionários e de recuperação no dólar.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco caía 1,6%, a US$ 3.136,50 a tonelada, o alumínio recuava 1%, a US$ 2.110 a tonelada, o estanho tinha baixa de 0,1%, a US$ 19.480 a tonelada, o níquel recuava 2,2%, a US$ 11.335 a tonelada, e o chumbo caía 1,4%, a US$ 2.429 a tonelada. 

 

Fonte: Isto é (28/11/2017)

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