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A área de soja em Santa Catarina deve passar de 700 mil hectares neste ano, segundo dados divulgados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Cepa) da Epagri. O crescimento é de 7,3% em relação a 2016. 

Este será o sexto ano consecutivo de crescimento em área, totalizando 51% no período.

– A soja avança em áreas de milho, feijão, de pastagem degradada, de florestas e até de fruticultura – explica o engenheiro agrônomo analista do Cepa/Epagri, Haroldo Tavares Elias.

O produtor Mário Fries, de Guatambu, por exemplo, reduziu a área de milho de 35 para 25 hectares e vai aumentar a de soja de 70 para 80 hectares.

– O custo de produção do milho é muito alto, além disso dá para fazer uma safra de feijão e uma de soja na mesma área – afirma o agricultor.

O secretário-adjunto da Agricultura do Estado, Airton Spies, diz que esse custo maior de implantação da lavoura, de R$ 4 mil por hectare de milho e 

R$ 3 mil por hectare de soja – aliado à queda no preço do milho em relação ao ano passado – fez muitos produtores trocarem uma cultura pela outra. Com isso, o milho deve cair cerca de 12% em área plantada.

– Em um hectare o agricultor que colhe 67 sacas de soja teria um faturamento bruto de R$ 4,5 mil, contra R$ 3,7 mil de um agricultor que colhe 150 sacas de milho, que são as médias de produção. Ou seja, a soja tem menor custo, é mais rentável e tem um mercado mais estável – explica.

Conforme Spies, o aumento na área de soja também impacta positivamente no valor bruto da produção agropecuária. O único problema é que esse avanço sobre a área de milho aumenta o déficit do cereal. O Estado produz apenas metade das 6,5 milhões de toneladas que consome ao ano e poderia ser autossuficiente se a área não tivesse caído pela metade (de 800 mil para 400 mil hectares) nos últimos 15 anos.

Elias destaca que a soja se tornou o segundo produto mais exportado por Santa Catarina, com US$ 657 milhões de janeiro a outubro – crescimento de 23% em relação ao mesmo período do ano passado.

Mas ele também alerta que esse avanço da soja representa um risco se atingir de 70% a 80% da área cultivada do Estado, pois o Brasil depende das importações da China e qualquer problema com esse mercado pode trazer prejuízo para a cadeia produtiva.

 

Fonte: Diário Catarinense (02/12/2017)

 

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